Parada Gay

Blog sobre liberdade sexual no mundo atual

Ciúme entre lésbicas

julho8

Ciúme entre lésbicas

por Geli Bertoni

Sentimento é engraçado… ele não tem idade, não tem raça, cor, cultura, não tem nada dessas coisas que nós, seres humanos criamos.
Assim é também o sentimento entre meninas, especificadamente, o ciúme.
Esses dias estava me perguntando se o ciúme entre garotas é mais forte do que entre garotos, ou heterossexuais.

Há algum tempo soube de uma história no mínimo curiosa entre duas meninas no Rio de Janeiro.

Uma delas, a vitima, digamos assim, recebeu pelo celular uma mensagem, talvez de uma amiga; a namorada queria ver a mensagem, porem a garota não deixou. Furiosa, a namorada foi aumentando a voz até gritar com a menina, que enfurecida, proibiu definitivamente esta de ver a mensagem. O ciúme foi tanto que a namorada atirou o celular ao mar.

Além da atitude ser grotesca, foi constrangedora, visto que ambas estavam num shopping e muita gente parou para olhar “o show”.

Curiosa com o fato, fui pesquisar sobre o assunto na internet e me deparei com mais uma cruz para o sexo feminino: a violência doméstica no relacionamento lésbico. Não que eu não imaginasse que existisse, mas nunca parei para pensar sobre isso.

Muitas vezes criticamos tanto os homens; em roda de amigas saem piadinhas de que mulher inteligente é mulher lésbica, pois escolhem outras mulheres como parceiras e não homens; se conversa tanto sobre essa questão do “macho” ser agressivo, e de repente, nos surge essa situação tão triste.

Já carregamos tantos problemas-preconceitos: primeiro por ser mulher, mais ainda por ser lésbica e agora outro, somando-se a tal quadro: violência doméstica entre mulheres, muitas vezes, provinda de ciúme.

Infelizmente esse fato aumenta uma vantagem entre os homens, para horror das feministas: não são só eles que levam a figura de Bicho-papão para a casa.

Por esse lado, é mais provável que cheguemos à conclusão de que sentimento independe de tudo: você pode ser “homo, hétero”, se dar muito bem ou muito mal com seu parceiro, ou parceira; você pode ser homem, mulher, não interessa. A atitude está na mente, e não entre as pernas.

Creio que esse fator acabe com essa bobagem de que mulher é frágil, não é frágil: é mal treinada.

É a velha e tradicional história: quando nasce um garoto, mal o pobre sabe falar, mas já sabe lutar; quando nasce uma garota, mal fala, já lhe dão uma boneca, um monte de panelas… e ainda dizem que é instinto! Já ouvi isso! Que é instinto uma menina gostar de boneca e um menino de armas.

Não é instinto, é falta de opção que a criança tem. Troque os brinquedos e eles brincarão da mesma forma. Ah, mas trocar os brinquedos não pode, é coisa de menina ou coisa de menino, talvez eles virem alienígenas se os brinquedos forem trocados. Talvez seja pecado…
Não adianta, o tempo passa, diz-se que as coisas se modernizam e continuamos levando o estereótipo de sexo frágil, delicadas, sensíveis… talvez se fôssemos delicadas, frágeis, sensíveis, algumas de nós não maltratariam suas parceiras, entenderiam mais sua própria raça, tratariam suas esposas, namoradas como gostariam de ser tratadas: com amor, com entendimento, coisas tão criticadas quando se trata da falta de compreensão, respeito e entendimento da parte do sexo masculino.

Não estou defendendo os homens, de forma alguma, só estou percebendo cada vez mais, nesses meus bons anos de caminhada, nesses meus pequenos dez anos como jornalista, que o que os sábios, os mais velhos me falaram têm sempre mais sentido: seu caráter e suas atitudes independem do seu sexo, do mundo em que vive, da cor do seu cabelo ou da roupa que você usa.
Por isso, vejo e acredito que ciúme em relacionamento não tem opção sexual, nem nada; ciúme é ciúme, só tem grau: uns mais, outros menos.

Contatos de Geli Bertoni:
Este é meu segundo post.
Endereço de bloggers que escrevo:
http://inpauta-inpauta.blogspot.com/
http://afrodizica.wordpress.com/
neste ultimo assino como Geli Filó
http://asfilomenas.blogspot.com/

Sobre o autor deste texto…
Geli Bertoni
Sexo: feminino
Orientação sexual: lesbica
Local: sampa
Idade: 30

Quero poder viver em paz

junho19

Quero poder viver em paz

por Lis

A pouco comecei a me relacionar com uma garota… Fui casada, tenho filhos, me separei e hoje estou vivendo um grde relacionamento, talvez o primeiro relacionamento de verdade… Não gostaria que a parada acabasse nesse dia 14… Gostaria que houvesse essa “liberdade” que ela nos permite, todos os dias dos anos. Vamos fazer dessa parada um movimento contra essa bancada evangelica, que nos impede de ser felizes,que quer obrigar a toda uma população que siga suas regras, mesmo não tendo a mesma fé que eles possui.
O Estado é laico, somos brasileiros!!!

Sobre o autor deste texto…
Lis
Sexo: Feminino
Orientação sexual: Bi
Local: São Paulo
Idade: 41

Direito a igualdade Social

junho19

Direito a igualdade Social

por Carlos Eduardo Oliveira

A maioria das pessoas pensam que ser gay e usar uma peruca, uma maquiagem, e ficar no salto.Mas vai muito além disso: Ser gay e ter a responsabilidade de não denegrir a nossa imagem perante a sociedade. Respeitar o direito de ser feliz a partir do momento em que começa a liberdade do próximo.
Para termos o respeito devemos nos dar o respeito.
Pensam alguns que gays são pessoas promiscuas, com a mente cheia de imagens libertinas.
Mas ser gay vai muito mais além queremos amar e ser amados e viver uma vida comum como todos os mortais.Por isso vamos fazer por onde trazer de volta o orgulho de ser gay e assumir uma posição que não choque a sociedade e mostre que somos seres humanos comuns, que pagamos impostos trabalhamos e temos acima de tudo um coração que quer amar sem discriminar.

Contatos de Carlos Eduardo Oliveira:
kaduoliveira2002@yahoo.com.br

Sobre o autor deste texto…
Carlos Eduardo Oliveira
Sexo: masculino
Orientação sexual: gay
Local: São Paulo Capital
Idade: 41 anos

Amor único

junho19

amor unico

por Be

viver é estar bem isso ninguem paga..bem estar é acordar todos os dias e ver sol mesmo que ele não tenha saido…se emocionar ao ver a lua e todas as suas formas na mesma hora ter vontade de beijar e estar perto e sorrir so de ver ou sentir seu cheiro ou lembrar momentos proibidos atrás das portas mas inesquecivéis…unicos…
que se viver mais quarenta anos sei que não existira nada assim…que bom que me permitir viver esse amor…ame ame ame tudo que puder a vida passa rápido…sempre poderei dizer as minhas filhas,netos e bisnetos…sou, fui feliz amei um amor unico chamado erika.

Sobre o autor deste texto…
Be
Sexo: feminino
Orientação sexual: Gay
Local: Itaquera
Idade: 40

Pre-conceito

junho19

Pre-conceito.

por Maitê Lopes

Eu sou hetero, mas já tive experiência com pessoas do mesmo sexo. E tenho amizade com homens e mulheres homossexuais e acredito que ainda há muito pre conceito nessas relações. O pessimo habito da pessoas criar esteriotipos, criticar, julgar, dar sua opinão sem ter conhecimento de causa.
O preconceito hoje em dia anda disfarçada mas ainda existe e talvez sempre irá existir.
Eles pensam o que? Que você é um “monstro” por causa da sua opção sexual? Que você não faz parte da sociedade por você ser homem e gostar de outro? Ou ser mulher e gostar de outra?
Não. Definitivamente não. Somos todos seres humanos.
E o tal do livre arbitrio? Está ai para isso. Para cada um ter seu direito de escolha. E ninguem tem o direito de julgar e tampouco criticar.
E viva as diferenças! Com muito respeito. Sempre!

Contatos de Maitê Lopes:
www.idiossincraticaa.blogspot.com

Sobre o autor deste texto…
Maitê Lopes
Sexo: Feminino
Orientação sexual: Hetero
Local: Guarulhos/SP
Idade: 20 anos

NINGUÉM TEM OBRIGAÇÃO DE NOS ACEITAR

junho19

NINGUÉM TEM OBRIGAÇÃO DE NOS ACEITAR

por Raquel

Sou homossexual, mas não acho certo que as pessoas troquem carícias “calientes” em público. Aliás, acho que esse tipo de intimidade deve ocorrer num local mais apropriado. Não suporto chegar num local e encontrar um casal het ou homo se agarrando, “se comendo” na frente dos outros. Um pouco de respeito às pessoas, por favor! As pessoas estão confudindo as coisas. Muito válido a gente ser respeitado, mas não tá com nada quem abusa da liberdade e acaba ultrapassando o limite dos outros. Cada um no seu espaço, se invadir a privacidade do outro. Diga não à promiscuidade.

Esse preconceito idiota

junho19

Esse preconceito idiota.

por GPS

Para começar desculpem a todos os homossexuais, bissexuais ou quem tem outra opção sexual.
Sou hetero mas não gosto do preconceito feito a todos os Homossexuais não só do Brasil mas de todo o mundo.
Isso é uma coisa idiota que não suporto.Tenho amigos gays e saio com eles e vejo como as pessoas os tratam e como estou com eles não gosto e vou tirar satisfação sempre,e sempre sou expulso de onde estou por causa da discução.
Mas é isso que queria dizer.
Não sou homossexual mas me sensibilizo com a campanha levada todo ano para a PARADA GAY, neste ano vão falar da HOMOFOBIA, que eu não suporto.
Obrigado por deixarem colocar o meu texto.

Contatos de GPS:
mns/e-mail: bruno_qd@hotmail.com

Sobre o autor deste texto…
GPS
Sexo: Masculino
Orientação sexual: Hetero
Local: Barueri
Idade: 19

Sou hetera, e dou a mair força para os gays

junho19

sou hetera, e dou a mair força para os gays

por Dinha

Bem, sou hetera e dou a mair força para aqueles que escolheram se relacionar com pessoas do mesmo sexo.
Acredito que o importante não é com quem você esta se relacionando e sim se você se sente bem, feliz, e de bem com a vida.Todavia, que tenho certeza que cada um de vocês pagam suas contas, trabalham, etc.
Com isso meus amigos, quero dizer que
além de linda a opção de vocês e corajosa, me sinto muito feliz que expor isso a todos,pois na vida todos temos direitos de sermos felizes.

Sobre o autor deste texto…
Dinha
Sexo: feminino
Orientação sexual: hetera
Local: sp
Idade: 20

ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA

junho18

ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA

por Van Ribeiro

Eu não sei mais o que pensar sobre militância ou sobre a famosa “luta pelos direitos”. Como alguns sabem, não gosto de levantar bandeiras por aí, mas acho bacana quando as pessoas mostram que têm um ideal e conseguem sucesso. Louvo isso. Mas quando o assunto se relaciona à classe LGBT não sei mais pelo que os homossexuais lutam. Eu creio que todos devemos ter nossos direitos igualmente, sim. Mas o que pensar quando a luta por um ideal vira um freakshow econômico? Cara, fico estarrecida com essas coisas. Aí vejo a manchete: -Parada Gay bate o recorde e atrai 3,5 mi de pessoas. Tudo bem, mas no meio desses milhões de pessoas, quem está lá mesmo para apoiar uma causa ou para encoxar e roubar os outros?

Festa colorida? Sim. Mas quando a noite chega, fica tudo cinza de novo em São Paulo e a violência contra pessoas normais -homossexuais que apenas querem ser reconhecidos como seres humanos – começa, resultando na explosão de uma bomba como um atentado à classe GLS, ferindo várias pessoas, além de um rapaz ser esfaqueado também. Aí fica a pergunta para o prefeitinho mais almofada que eu já vi na vida, seu Gilberto Kassab: -Depois que o turismo ajudou no bolsinho da Prefeitura, dane-se? Engraçado que até um tempo atrás a Parada iria ser transferida para o Anhangabaú e rejeitada pelo goverdo do estado. Mas deu dinheiro é tudo lindo. Todo mundo apoia. Virou bacanal, todo mundo gosta!

A idéia se inverteu e o foco desapareceu no meio da bandeira arco-íris lucrativa. Mas depois que acaba o circo, as pessoas continuam sofrendo preconceito e sendo massacradas por skinheads e marginais que matam e machucam gays por aí. Talvez o ideal desses bárbaros seja mais sincero que o dos grandes que dizem se importar com a segurança e reconhecimento de iguais. É grotesco afirmar isso, mas quando pudermos ver novamente militantes reais, como Harvey Milk, que deu sua vida pelo que acreditava, as coisas talvez mudem de direção. Enquanto isso, todos cantam It´s Raining Man aos trancos e barrancos de uma falta de civilidade notória e até então sem prazo de validade.

Parada Gay - Apoio à Classe ou ao $Consumismo Colorido$ ???

junho12

Parada Gay – Apoio à Classe ou ao $Consumismo Colorido$ ???

por Geli Bertoni

Pessoas, não falo aqui da minha vida pessoal, mas expresso minha opinião em relação ao interesse financeiro que a Parada Gay gera à Política.

Este é um texto que escrevi há dois anos, quando comecei a freqüentar a Parada- não morava em São Paulo antes e era difícil vir para cá.
Acredito que muitas coisas não tenham mudado em relação ao que segue. Mesmo assim, com interesse ou não na movimentação econômica que o Evento causa, sorte nossa que temos apoio da prefeitura.

Ia escrever sobre a Parada Gay, quando li no Yahoo sobre o apoio dado pelo prefeito Gilberto Kassab. Em suas palavras, afirmou ser este um evento que atrai o maior número de pessoas a São Paulo, no caso, turistas. No ano passado a cidade recebeu 200 mil e este ano, 300 mil visitantes se uniram aos mais de 3 milhões de cidadãos que passaram pela Paulista, segundo a Polícia Militar .Argumentou Kassab que a prefeitura tem feito o que lhe é possível para combater a discriminação aos homossexuais. Portanto não há como não dizer que este apoio tem por trás um interesse financeiro. Em 2006, de acordo com informações do Yahoo, o lucro que a Parada deu à capital perdeu apenas para o GP Brasil (Grande Prêmio Brasil): R$ 150 milhões contra R$ 136 milhões. Para o Terra, a ministra Marta Suplicy afirmou o seguinte: “O turista gay é melhor pela própria circunstância. Não tem filhos, consegue ter um padrão de vida mais alto. O turismo gay é indispensável no mundo todo. Essa festa é para eles. Temos hotéis e restaurantes lotados”. É positivo o apoio, é agradável ver que o preconceito diminui, seja ele o mínimo ou máximo, mas infelizmente, não podemos sonhar que as pessoas estão melhorando por vontade própria; elas seguem o que a mídia dita e se não fosse interessante para o capitalismo – que enriquece a mídia- não creio que a Parada teria tanto sucesso em relação a apoios. Poderia ter 4 milhões de pessoas, mas se não houvesse consumo, o apoio certamente seria inferior, muito inferior. E creio que para os homossexuais, o apoio é o mais importante, afinal, é para isso que o Dia do Orgulho Gay existe: para que o direito colorido seja consumo aumentou; assim também é com os negros, com as mulheres: para que discriminar se pode-se lucrar?Essa idéia surgiu durante uma conversa com um grande amigo: não foi o preconceito que diminuiu, foi o lucro que aumentou. Acredito que ainda há muito o que fazer para que os homossexuais sejam respeitados, independentes de gerarem dinheiro ou não à sociedade. E que nessa luta, a Parada seja cada vez mais, um sucesso.

Contatos de Geli Bertoni:
Meu nome é Geli Bertoni, sou jornalista, lésbica e acredito que há muito a ser tratado pelo universo homossexual ainda. Os valores mudaram, as formas de luta mudaram; hoje talvez com menos violência às quais nossos irmãos da década de 50, 60, 70, sofreram. Porém o caminho é longo e precisamos ser vistos com respeito, como gente, como famlía. Se a sociedade é preconceituosa, ela que se acostume conosco porque nossa voz só tende a crecer na multidão, seja com interesse financeiro de nossa política ou não.
Um abraço colorido a todos os guerreiros e guerreiras deste Movimento e Cultura.

contato: mundo.escrito@yahoo.com.br

Sobre o autor deste texto…
Geli Bertoni
Sexo: Fêmea!!!!
Orientação sexual: Lésbica.
Local: São Paulo.
Idade: 30.

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